terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma caneta que gostaria de ser azul

Eu vivo deixando minha marca num "A", num "B", às vezes no "C", talvez no "D"... E o "E", coitado! Está lá em outra dimensão, mas às vezes me obrigam a trucidá-lo. Dói quando o "E" não existe. Ele faz falta de alguma forma. Acho que aquele que coordena meus movimentos sorri ao perceber a ausência do "E"... Menos para se pensar.

Eu gostaria de pensar um pouco. Só sirvo para rabiscar, marcar um "x" (quero dizer, o que é um "x"?). E depois do 20º eu não me importo mais. Começo a travar um pouco de propósito, pois não sei rabiscar sentido algum para aquilo.

Seria bom, para variar, trocar os "x" por círculos.
Trocar o preto pelo azul, pois no preto só existe morte em meus riscos.
Já o azul...
Sinto como se estivesse flutuando num lindo e vasto oceano.
Só sinto.

O tempo passou

Palavras vazias que me parecem levar a um abismo sem fim. Mas há quem diga que elas são o caminho para... Eu não sei.

sábado, 15 de outubro de 2011

Dois porquinhos

Com suas roupas iguais e cores tão destoneantes, seu mundo e olhares pertencem a mim. Não existem de verdade, mas eles fazem mais sentido do que o lugar em que me encontro. Correr para buscá-los parece ser a melhor ideia, mas de alguma forma vocês estão perdidos dentro de mim. Na extensão de todo o meu corpo e alma.

E eu espero que cresçam, vocês dois. E criem porquinhos com roupas vermelhas e azuis. Ainda dentro de meu olhar, nunca longe de mim. Esses novos e amados porquinhos nunca se separarão, assim como seus pais. Porém, diferente deles, saberão medir seu amor e jamais irão se perder. Descobrirão juntos, sem a ajuda de livros, que a cor do amor é azul. Assim como a luz que incide sobre eles.

E assim viverão aqui dentro... Porquinhos calmos e em silêncio. Descobrindo o choro um do outro e me dando suas mãos para tocar o sol.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Côncavo e Convexo

- Essa pessoa vive em outro mundo e nunca poderemos conhecê-la, entende? Estamos dentro de outra dimensão. Mas não trata de conhecê-la materialmente, trata de captar os símbolos. Trata de olhar através deste espelho côncavo e convexo e de vê-la como eu te vejo. Você está aqui e ela também.

Would, Could

Am I wrong? Have I ran too far to get home?

Alice In Chains - Would


domingo, 25 de setembro de 2011

A Vanidade de Tudo

Lembro de nunca conseguir dar cambalhotas sem ajuda. Lembro de dar comida na boca de alguém que nem lembro mais o nome. Lembro de roubar um doce da mochila de um coleguinha e ele reclamar pela falta pouco tempo depois. Lembro das manchas vermelhas. Do tombo no escorrega gigante. Dos olhares enviesados. Lembro de chorar quando percebi que aquilo tudo estava errado. Lembro de chorar quando percebi que aquilo tudo estava certo. Lembro de como o cheiro de um perfume me acalmava ou deprimia. Sempre vivendo pela bela dicotomia.

Lembro de ter o mesmo sonho em todas as sextas-feiras. Lembro de jogar fora refrigerante na varanda com medo de jogar no lixo. Lembro de buscar lágrimas quando elas não queriam descer... E lembro de tentar pausá-las quando parecia que tudo iria se romper.

Lembro de buscar sentido neste post.
Mas aconteceu que o sentido se perdeu.
Assim como...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Na Central às 6:53

"eu não estou sozinha. e preciso me lembrar sempre disso.
para josué e dora."

Casaco meio molhado, uns olhos vermelhos e o Sol brilhando.
Tudo era leve.
Casaco, uns olhos vermelhos e o Sol.
E, o mais assustador.
Eu também era.