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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

My purple flower

Minha paixão despertou por um sorriso
E pelos olhos que brilhavam
Um vestido movediço 
Que pés descalços sustentavam 

Me disseram que fazia frio, não recordo
Lembro apenas do calor que nos envolvia
E a todos que estavam a bordo
Apenas por um dia

Um dia, um mês, quatro anos
Tenho agora muitos planos
Muitos danos
Você. 

Que me faz sorrir com seu sorriso 
Que me faz querer viver com morte
Que me faz rir sem aviso
Que me faz florescer com mais sorte.

Roxo traz morte ao cinema
Roxo traz amor à nossa cena
Roxo é um segredo do nosso navegar
Roxo é amar no nosso mar

O mar e você.
O mundo e você.
Você e nós.
O mundo e o mar.
Nós e o mundo.
O mar e nós.
Você e nós e o mar e o mundo.

E o amar.
Minha paixão perdura a cada segundo.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Brilhos no espaço

Olá, escuridão
Me traga um vaga-lume que ilumine minha visão
Olá, escuridão
Apreciei o vaga-lume, mas ele foi embora em um grande borrão
Olá, escuridão
Sinto falta do vaga-lume e do seu lindo brilho com paixão

Olá, escuridão
Hoje descobri o sol e sinto que posso voar
Olá, escuridão
Meu voo não se concretiza pois o sol e eu precisamos de um amigo para brincar
Olá, escuridão
Meu vaga-lume querido voltou e eu, ele e o sol queremos inventar

Olá, escuridão
Meu amigo vaga-lume veio para ficar e juntos corremos pelo mundo
Olá, escuridão
Por algum motivo o vaga-lume espantou o sol e este se encontra moribundo
Olá, escuridão
Hoje o vaga-lume e o sol se acertaram e brilhamos juntos a todo segundo

Olá, escuridão
Descobri que o vaga-lume pode fazer coisas brilhantes de outro mundo
Olá, escuridão
Descobri que o sol pode fazer coisas brilhantes neste mundo
Olá, escuridão
Descobri que sem o brilho desses dois não há meu mundo

Olá, escuridão
Eles brilharam por muito e muito tempo
Olá, escuridão
Encontramos diversos seres a todo momento
Olá, escuridão
Algumas descobertas nos causaram certo tormento

O tempo nos alcançou e um brilho tive de escolher
O vaga-lume era menor e poderia procurar outros amigos
O sol era maior e só queria estar comigo

Portanto, escolhi o sol, pois precisava brilhar mais
Mas não existe um segundo que passe sem que eu pense no nosso querido amigo vaga-lume
E a falta que ele nos faz

Adeus, escuridão
Somente hoje descobri que sempre fui luz
Adeus, escuridão
Ainda acho que é graças aos meus amigos e ao amor que se produz
Adeus, escuridão
Fui brincar de eternidade com o sol.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Retorno à...

Por que o mundo tem de ser tão cruel? Aliás, por que eu sou tão cruel? Talvez pelo mundo, talvez pela dúvida. 

Quando eu era criança, me considerava "uma boa pessoa". Ultimamente, talvez como fruto da indiferença da grande cidade, me sinto uma pessoa muito ruim. Não sou mais capaz de sentir que ao falar com um desconhecido estou sendo totalmente sincera com ele. O meu sorriso é cansado e meus olhos querem se desviar. São apenas segundos de contato: como esperaria que esse indivíduo que nunca me viu antes pudesse me enxergar para além de sua visão ocular? 

Costumo acreditar que durante poucos segundos, com um olhar ou um sorriso, você pode dizer muito. Não, um olhar não diz mais do que mil palavras, mas ele de fato diz muita coisa. E por quê menosprezá-lo? Tento olhar e sorrir da melhor maneira que posso. Mas ultimamente só olho e sorrio de forma cruel, cansada, querendo ir embora. 

Quero voltar a ser "boa". 

domingo, 20 de janeiro de 2013

Boom

Às vezes sinto que explodirei de saudades. A dor toma forma pelo peito se contorcendo pedindo o retorno daquilo que já não é mais. Quando pararei de olhar para trás?

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tesouro

Acreditei que quando eu fosse te ver novamente eu só fosse dizer "É... Não é a mais a mesma coisa." E não é a mesma intensidade, de fato, mas existe uma grande coisa ali. Coisa antiga, enterrada e com flores em cima.

Você provavelmente nem lembra mais de mim, mas eu espero poder sempre lembrar dos nossos bons momentos, tão ricos a ponto de eu nunca ter entendido sua natureza... Que ela siga misteriosa. 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Meu sorriso sem graça

Existe algo dentro de mim que cresce e diminui. Mas pensando bem, não sei se está dentro ou fora de mim. Creio ser o mundo desabrochando ou encolhendo. Soa como suor numa noite fria, tão descompassado. Tudo é antagonista de tudo. Música é a única coisa que preenche meus ossos; esse é meu verdadeiro tecido. Tecer lindos acordes parece ser a melhor solução. Viver para comtemplar o espírito saltar de alguma montanha longínqua a partir de uma melodia de solidão apaixonada.

Perda. Acredito que esse seja o algo. Ele parece ter mil metros em determinados momentos e muitas vezes é minúsculo e indefeso como um bebê chorando. Mas por que ele choraria? Gostaria de acreditar que é porque ele é feliz, mas só os adultos choram por estar sorrindo.

Está aí um motivo pelo qual vale a pena viver mais: sorrir e chorar concomitantemente. Não existe coisa mais bela ou espelho mais verdadeiro.

Apesar de ser tudo tão nada.

sábado, 3 de março de 2012

Isso é o inferno ou o mar?

Eu acredito que nunca tenha me sentido tão sozinha como nas últimas semanas. Não pela falta de pessoas ao meu redor. Mas nunca me senti tão desorientada e incapaz de fazer algo. E por mais que eu pedisse auxílio para todos aqueles que, acreditava eu, estivessem na posição de me ajudar, ninguém pôde fazer isso. Não de verdade. Eles sempre podiam fazer isso. Antes. Mas dessa vez o peso cabia todo a mim. Cabia, caberá.

Acredito que de agora em diante o peso nunca mais irá me deixar.
Preciso me tornar amiga dele.
E então será como se sempre houvéssemos estado juntos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Palhaços

Sim! Sim! Sim! Não... Espere, como não? Não aceito ouvir um não agora em que os meus sonhos já podem ser contemplados. Acho que escolhi meu caminho, mas o vejo obstruído por enormes carros. Pior, por caminhões. Por caminhões carregados de sorrisos de desprezo. É, eu perdi. Assim como perdi a oportunidade de dizer tantas vezes "Não faça isso. De verdade." Elas voltam, acredito. As oportunidades.

Eu ainda contemplo os meus sonhos. Eles estão repletos de sorrisos infantis em circos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ônibus Azul

E hoje meu superego foi nocauteado
Por um breve momento
Soluça, soluça
O infra está chegando

Eles entram e eu fico
Por que deveria entrar?
Por que deveria ficar?

Até que entro e não é uma vitória
E nem uma derrota
É uma escolha
Assim como faço agora

E uma vez escolhido
Poderei até voltar atrás
Mas isso requeria um heroico, brado e retumbante
Soluço a mais.

P.S: Eu não quero voltar.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma caneta que gostaria de ser azul

Eu vivo deixando minha marca num "A", num "B", às vezes no "C", talvez no "D"... E o "E", coitado! Está lá em outra dimensão, mas às vezes me obrigam a trucidá-lo. Dói quando o "E" não existe. Ele faz falta de alguma forma. Acho que aquele que coordena meus movimentos sorri ao perceber a ausência do "E"... Menos para se pensar.

Eu gostaria de pensar um pouco. Só sirvo para rabiscar, marcar um "x" (quero dizer, o que é um "x"?). E depois do 20º eu não me importo mais. Começo a travar um pouco de propósito, pois não sei rabiscar sentido algum para aquilo.

Seria bom, para variar, trocar os "x" por círculos.
Trocar o preto pelo azul, pois no preto só existe morte em meus riscos.
Já o azul...
Sinto como se estivesse flutuando num lindo e vasto oceano.
Só sinto.

sábado, 27 de agosto de 2011

Bem Querer

Sou um cata-vento
Tantos ventos já catei
Ao olhar seu olhar
Indo embora
Não pude mais catá-lo

Um cata-vento nunca mais serei.