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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Para dois corações

Pulando ponteiro por ponteiro, você me alcançou
Chegou na décima primeira hora e o relógio se estancou
Tentei consertá-lo, mas você me impediu
Perguntei o porquê, você apenas riu

Eu ri de volta e aquela foi a primeira vez que te vi
Aos risos e pulos, foi como te conheci
Com o tempo, percebi que havia algo no seu olhar 
Algo que sempre me fazia querer chorar

Não, não era apenas nos seus olhos
Era em como você pulava, ria e me impedia de ajustar relógios
Coisas mais importantes precisavam ser ajustadas
E até hoje me sinto grata de ter me levado em sua jornada

Nela conhecemos lugares grandes e complicados
Mas o meu preferido sempre foi o menor que era grande ao seu lado
De longe, nunca achei que fosse caber o nosso amor
Até que descobri que você tinha dois corações e era muito sonhador

Quero sonhar sempre com você e seus corações
Pois hoje você me disse que o relógio já pode ser consertado 
Perguntei o porquê, você respondeu que foi pelo tempo que tivemos
E que não teremos mais

Em meio a pulos, risos e lágrimas, você me ajudou a consertar o relógio
E, ponteiro por ponteiro, começou a se afastar
Antes de você ir, eu disse que sempre que fosse a décima primeira hora eu iria lembrar do seu primeiro riso
E de como você havia me alcançado e o nosso tempo havia passado

E então você me deu um beijo na testa, como sempre costumava dar
E só essa faísca me fará querer viver mais
Apenas por mais um beijo na testa
E pelo pulo que te traz. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Brilhos no espaço

Olá, escuridão
Me traga um vaga-lume que ilumine minha visão
Olá, escuridão
Apreciei o vaga-lume, mas ele foi embora em um grande borrão
Olá, escuridão
Sinto falta do vaga-lume e do seu lindo brilho com paixão

Olá, escuridão
Hoje descobri o sol e sinto que posso voar
Olá, escuridão
Meu voo não se concretiza pois o sol e eu precisamos de um amigo para brincar
Olá, escuridão
Meu vaga-lume querido voltou e eu, ele e o sol queremos inventar

Olá, escuridão
Meu amigo vaga-lume veio para ficar e juntos corremos pelo mundo
Olá, escuridão
Por algum motivo o vaga-lume espantou o sol e este se encontra moribundo
Olá, escuridão
Hoje o vaga-lume e o sol se acertaram e brilhamos juntos a todo segundo

Olá, escuridão
Descobri que o vaga-lume pode fazer coisas brilhantes de outro mundo
Olá, escuridão
Descobri que o sol pode fazer coisas brilhantes neste mundo
Olá, escuridão
Descobri que sem o brilho desses dois não há meu mundo

Olá, escuridão
Eles brilharam por muito e muito tempo
Olá, escuridão
Encontramos diversos seres a todo momento
Olá, escuridão
Algumas descobertas nos causaram certo tormento

O tempo nos alcançou e um brilho tive de escolher
O vaga-lume era menor e poderia procurar outros amigos
O sol era maior e só queria estar comigo

Portanto, escolhi o sol, pois precisava brilhar mais
Mas não existe um segundo que passe sem que eu pense no nosso querido amigo vaga-lume
E a falta que ele nos faz

Adeus, escuridão
Somente hoje descobri que sempre fui luz
Adeus, escuridão
Ainda acho que é graças aos meus amigos e ao amor que se produz
Adeus, escuridão
Fui brincar de eternidade com o sol.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Tesouro

Acreditei que quando eu fosse te ver novamente eu só fosse dizer "É... Não é a mais a mesma coisa." E não é a mesma intensidade, de fato, mas existe uma grande coisa ali. Coisa antiga, enterrada e com flores em cima.

Você provavelmente nem lembra mais de mim, mas eu espero poder sempre lembrar dos nossos bons momentos, tão ricos a ponto de eu nunca ter entendido sua natureza... Que ela siga misteriosa. 

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Pictures Of You

Perpasso seus caminhos da mesma maneira, sinto seu cheiro e seus traços. Só que não estou aí e nunca mais estarei. Não daquela mesma maneira dolorida nas segundas e feliz aos sábados. Eu sempre serei sua, porém ao mesmo tempo... Nunca mais serei.

As músicas que me lembram de sua essência clamam por retorno à origem do amor. Só consigo derramar lágrimas e lembrar do que aconteceu, tentar não esquecer... Nunca ninguém saberá me deixar triste e feliz como você. A dor esfola por dentro, apesar dos sorrisos no exterior.

Saudades que soam eternas, Colégio Pedro II. 

terça-feira, 27 de março de 2012

I fucking love you


Falar sobre algo que importa muito é complicadíssimo. E é assim que me sinto sobre o querido seriado Skins. Chegando ao final de sua jornada, o último episódio oficial da série foi ao ar há poucas horas. No próximo ano talvez haja três episódios especiais, mas... De fato, a série se encerra. E é bom eu me acostumar com essa ideia.

Fui apresentada a Skins há pouco mais de três anos, quando eu ainda não sabia muito bem o que era refletir sobre os adolescentes. Sobre o jovem. Os verdadeiros jovens adolescentes, não aqueles estampados em séries problemáticas como Malhação, Gossip Girl ou One Three Hill. Dessa forma, Skins me era muito estranha a princípio: não precisava de limites. Havia drogas, sexo, bebidas, fumo. Qualquer merda para todo o lado em qualquer direção. Nada de tabus como nas serieszinhas de família estadunidenses. Então eu fiquei assustada... O que isso quer dizer? O que isso irá me mostrar? Então o tempo foi passando e vi que Skins era muito, muito, mas muito mais do que drogas e sexo para toda e qualquer direção. Skins era reflexão, Skins era contemplação da vida humana, Skins era único.

E então os anos foram passando... E eu entendia cada vez mais o que era Skins. Skins virou um conceito, um modo de pensar sobre o humano de uma das formas mais belas: a partir do jovem e de suas agonias existenciais.

O apuro técnico da produção de Skins era louvável: a fotografia que normalmente possuía cores fracas, cinzentas e refletiam a tristeza dos personagens... Ou muitas tantas outras vezes em que o sol brilhou assim como a felicidade dura brotava. Skins não era uma série televisiva qualquer, nela havia aspectos cinematográficos invejáveis. Não preciso nem falar da trilha sonora, que de tão precisa mais parecia um personagem caminhando ao lado de todos os outros.

A amizade, a família, o amor, o conflito dentro de si. Skins nunca reduziu tudo isso ao sentimentalismo barato. O seriado jogava problemas, o sofrimento chegava e muitas vezes nunca ia embora. É bem verdade que as últimas temporadas sofreram com situações um tanto incoerentes, roteiros muitas vezes fracos e soluções pedestres, porém Skins ainda possuía o diferencial da contemplação.

A dificuldade financeira de manter o seriado no ar é compreensível. O desgaste criativo dos roteiros das últimas temporadas são inegáveis. A hora de cancelar a série, me entristece admitir, foi a correta. Contudo, os erros dos últimos tempos não obscurecem os acertos do passado e todo esse legado que Skins construiu. Ela deixará muitas saudades.

Não acho que o que falei simboliza tão bem o que sinto, mas espero ter deixado claro o quanto amei essa série.

Dedico este post a todos os amigos que me acompanharam assistindo a esse seriado. Seja conversando um pouquinho sobre cada personagem, sobre cada situação, música, frase, cena... Ou mesmo só sabendo que a outra pessoa também podia assistir a essa bela produção. Foi muito bom compartilhar essa série com vocês. Espero que também tenham tido a oportunidade de construir coisas maravilhosas dentro de si.

Fuck it for Chris...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comebacking

Deveria ser este o momento de inúmeras lembranças e back to the futures... Mas corremos como sempre. Contra o tempo, sempre, sempre. Precisamos parar para poder não só olhar o outro, mas vê-lo. Precisamente. Esses anos passaram e nos levaram e eu vou sentir falta de, vejam só, correr contra o tempo. E de ver ou não ver o outro todos os dias... Mas e quando via e eu me surpreendia? Tão positivamente, tão tristemente.

Ainda falta um pouco para as almas se contorcerem em medo e insegurança. E, assim, perceberão que aquele "4" em Matemática foi o "4" mais querido de suas vidas.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

30 ou 31

Não me lembro muito bem do dia exato. Foi num 30 ou 31 de agosto. Prefiro apostar no 31, porém nunca saberei. O que veio depois e não é mais (ou é?) foi importante para o que sou agora. Não... Isso está errado! Não me lembro mais dos seus olhares, ou dos seus sorrisos. Não me lembro mais como você caminhava ou como caminhávamos. Lembro de fechar os olhos bem fortemente para tentar cravar sua voz em minha mente e no meu coração, mas ela se perdeu no meio de tantas novas que surgiram em meus dias. E não sei me decidir se prefiro as novas ou as velhas.

Olhei uma foto sua hoje e um leve grito de agonia perpassou minha garganta. Não sei se foi de saudades, ou constatação de ausência. Mas senti algo bom. Seus olhares e sorrisos ainda estavam lá... Não eram direcionados a mim, mas estavam lá. Só estavam. Não sei se isso é suficiente, mas é algo. Você permanece vivendo em algum lugar.

Espero que novos seres tenham se encantado com você como eu me encantei. Sempre estarei a procura do meu tesouro. Obrigada por despertar isso em mim.

P.S: Ainda procuro por seus cabelos nas ruas, de vez em quando... Só de vez em quando.