terça-feira, 15 de novembro de 2011

Palhaços

Sim! Sim! Sim! Não... Espere, como não? Não aceito ouvir um não agora em que os meus sonhos já podem ser contemplados. Acho que escolhi meu caminho, mas o vejo obstruído por enormes carros. Pior, por caminhões. Por caminhões carregados de sorrisos de desprezo. É, eu perdi. Assim como perdi a oportunidade de dizer tantas vezes "Não faça isso. De verdade." Elas voltam, acredito. As oportunidades.

Eu ainda contemplo os meus sonhos. Eles estão repletos de sorrisos infantis em circos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ônibus Azul

E hoje meu superego foi nocauteado
Por um breve momento
Soluça, soluça
O infra está chegando

Eles entram e eu fico
Por que deveria entrar?
Por que deveria ficar?

Até que entro e não é uma vitória
E nem uma derrota
É uma escolha
Assim como faço agora

E uma vez escolhido
Poderei até voltar atrás
Mas isso requeria um heroico, brado e retumbante
Soluço a mais.

P.S: Eu não quero voltar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

30 ou 31

Não me lembro muito bem do dia exato. Foi num 30 ou 31 de agosto. Prefiro apostar no 31, porém nunca saberei. O que veio depois e não é mais (ou é?) foi importante para o que sou agora. Não... Isso está errado! Não me lembro mais dos seus olhares, ou dos seus sorrisos. Não me lembro mais como você caminhava ou como caminhávamos. Lembro de fechar os olhos bem fortemente para tentar cravar sua voz em minha mente e no meu coração, mas ela se perdeu no meio de tantas novas que surgiram em meus dias. E não sei me decidir se prefiro as novas ou as velhas.

Olhei uma foto sua hoje e um leve grito de agonia perpassou minha garganta. Não sei se foi de saudades, ou constatação de ausência. Mas senti algo bom. Seus olhares e sorrisos ainda estavam lá... Não eram direcionados a mim, mas estavam lá. Só estavam. Não sei se isso é suficiente, mas é algo. Você permanece vivendo em algum lugar.

Espero que novos seres tenham se encantado com você como eu me encantei. Sempre estarei a procura do meu tesouro. Obrigada por despertar isso em mim.

P.S: Ainda procuro por seus cabelos nas ruas, de vez em quando... Só de vez em quando.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma caneta que gostaria de ser azul

Eu vivo deixando minha marca num "A", num "B", às vezes no "C", talvez no "D"... E o "E", coitado! Está lá em outra dimensão, mas às vezes me obrigam a trucidá-lo. Dói quando o "E" não existe. Ele faz falta de alguma forma. Acho que aquele que coordena meus movimentos sorri ao perceber a ausência do "E"... Menos para se pensar.

Eu gostaria de pensar um pouco. Só sirvo para rabiscar, marcar um "x" (quero dizer, o que é um "x"?). E depois do 20º eu não me importo mais. Começo a travar um pouco de propósito, pois não sei rabiscar sentido algum para aquilo.

Seria bom, para variar, trocar os "x" por círculos.
Trocar o preto pelo azul, pois no preto só existe morte em meus riscos.
Já o azul...
Sinto como se estivesse flutuando num lindo e vasto oceano.
Só sinto.

O tempo passou

Palavras vazias que me parecem levar a um abismo sem fim. Mas há quem diga que elas são o caminho para... Eu não sei.

sábado, 15 de outubro de 2011

Dois porquinhos

Com suas roupas iguais e cores tão destoneantes, seu mundo e olhares pertencem a mim. Não existem de verdade, mas eles fazem mais sentido do que o lugar em que me encontro. Correr para buscá-los parece ser a melhor ideia, mas de alguma forma vocês estão perdidos dentro de mim. Na extensão de todo o meu corpo e alma.

E eu espero que cresçam, vocês dois. E criem porquinhos com roupas vermelhas e azuis. Ainda dentro de meu olhar, nunca longe de mim. Esses novos e amados porquinhos nunca se separarão, assim como seus pais. Porém, diferente deles, saberão medir seu amor e jamais irão se perder. Descobrirão juntos, sem a ajuda de livros, que a cor do amor é azul. Assim como a luz que incide sobre eles.

E assim viverão aqui dentro... Porquinhos calmos e em silêncio. Descobrindo o choro um do outro e me dando suas mãos para tocar o sol.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Côncavo e Convexo

- Essa pessoa vive em outro mundo e nunca poderemos conhecê-la, entende? Estamos dentro de outra dimensão. Mas não trata de conhecê-la materialmente, trata de captar os símbolos. Trata de olhar através deste espelho côncavo e convexo e de vê-la como eu te vejo. Você está aqui e ela também.