quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O seu disco voador

Tenho sérias dúvidas de que um dia serei livre. Seja para navegar ou voar. Gostaria de deslumbrar um pouco da imensidão do mar ou do céu. Dessa forma, acalmaria minha pulsação já desgastada de tanto voar e navegar em sonhos. Livre.
Então houve um momento. Momento solene? Momento de lágrimas escorrerem. Tive oportunidade de contemplar o mar, o céu e alguns dos seres mais lindos já existentes dentro e fora de mim.

Aí, sim. Nesse momento eu estava pronta para embarcar.
Sem me preocupar e sem temer.
Livre para navegar.
Indo para onde for...

sábado, 31 de dezembro de 2011

The End Has No End

"You look like you've been for breakfast at the heartbreak hotel
Inside of a back booth by the pamphlets and
The literature on how to lose
Your waitress was miserable and so was your food
If you're gonna try to walk on water make sure you
Wear your comfortable shoes."

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Comebacking

Deveria ser este o momento de inúmeras lembranças e back to the futures... Mas corremos como sempre. Contra o tempo, sempre, sempre. Precisamos parar para poder não só olhar o outro, mas vê-lo. Precisamente. Esses anos passaram e nos levaram e eu vou sentir falta de, vejam só, correr contra o tempo. E de ver ou não ver o outro todos os dias... Mas e quando via e eu me surpreendia? Tão positivamente, tão tristemente.

Ainda falta um pouco para as almas se contorcerem em medo e insegurança. E, assim, perceberão que aquele "4" em Matemática foi o "4" mais querido de suas vidas.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Palhaços

Sim! Sim! Sim! Não... Espere, como não? Não aceito ouvir um não agora em que os meus sonhos já podem ser contemplados. Acho que escolhi meu caminho, mas o vejo obstruído por enormes carros. Pior, por caminhões. Por caminhões carregados de sorrisos de desprezo. É, eu perdi. Assim como perdi a oportunidade de dizer tantas vezes "Não faça isso. De verdade." Elas voltam, acredito. As oportunidades.

Eu ainda contemplo os meus sonhos. Eles estão repletos de sorrisos infantis em circos.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ônibus Azul

E hoje meu superego foi nocauteado
Por um breve momento
Soluça, soluça
O infra está chegando

Eles entram e eu fico
Por que deveria entrar?
Por que deveria ficar?

Até que entro e não é uma vitória
E nem uma derrota
É uma escolha
Assim como faço agora

E uma vez escolhido
Poderei até voltar atrás
Mas isso requeria um heroico, brado e retumbante
Soluço a mais.

P.S: Eu não quero voltar.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

30 ou 31

Não me lembro muito bem do dia exato. Foi num 30 ou 31 de agosto. Prefiro apostar no 31, porém nunca saberei. O que veio depois e não é mais (ou é?) foi importante para o que sou agora. Não... Isso está errado! Não me lembro mais dos seus olhares, ou dos seus sorrisos. Não me lembro mais como você caminhava ou como caminhávamos. Lembro de fechar os olhos bem fortemente para tentar cravar sua voz em minha mente e no meu coração, mas ela se perdeu no meio de tantas novas que surgiram em meus dias. E não sei me decidir se prefiro as novas ou as velhas.

Olhei uma foto sua hoje e um leve grito de agonia perpassou minha garganta. Não sei se foi de saudades, ou constatação de ausência. Mas senti algo bom. Seus olhares e sorrisos ainda estavam lá... Não eram direcionados a mim, mas estavam lá. Só estavam. Não sei se isso é suficiente, mas é algo. Você permanece vivendo em algum lugar.

Espero que novos seres tenham se encantado com você como eu me encantei. Sempre estarei a procura do meu tesouro. Obrigada por despertar isso em mim.

P.S: Ainda procuro por seus cabelos nas ruas, de vez em quando... Só de vez em quando.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Uma caneta que gostaria de ser azul

Eu vivo deixando minha marca num "A", num "B", às vezes no "C", talvez no "D"... E o "E", coitado! Está lá em outra dimensão, mas às vezes me obrigam a trucidá-lo. Dói quando o "E" não existe. Ele faz falta de alguma forma. Acho que aquele que coordena meus movimentos sorri ao perceber a ausência do "E"... Menos para se pensar.

Eu gostaria de pensar um pouco. Só sirvo para rabiscar, marcar um "x" (quero dizer, o que é um "x"?). E depois do 20º eu não me importo mais. Começo a travar um pouco de propósito, pois não sei rabiscar sentido algum para aquilo.

Seria bom, para variar, trocar os "x" por círculos.
Trocar o preto pelo azul, pois no preto só existe morte em meus riscos.
Já o azul...
Sinto como se estivesse flutuando num lindo e vasto oceano.
Só sinto.